terça-feira, agosto 12, 2014

O que ando a ler em 2014 #1 - "The Aviary"

Este ano tem sido extremamente difícil manter um bom ritmo de posts aqui no 9ª, prova disso é a pior contagem de publicações anual desde que o blog foi criado. Quase um contra-senso face ao exposto, é a quantidade de BD que tenho lido este ano. 2014 está a ser, provavelmente, o ano em que mais BD tenho "consumido". E uma das coisas que mais me tem agradado é a variedade dos títulos lidos. Desde o universo Marvel com as suas novidades e reinvenções de personagens, passando por Manga (coisa que para mim é quase novidade), comics da Índia, títulos off-stream/mais independentes, até à magnífica ascensão da Image enquanto editora pela qualidade do que anda a publicar, a lista não acaba e o ritmo de leitura continua alto! Não me posso queixar de todo, estou apenas insatisfeito por não poder dedicar tanto tempo a este canto bedéfilo que já completou 8 aniversários e mais de 500 posts.

Posto isto, decidi criar esta rubrica "O que ando a ler em 2014", de maneira a aglomerar títulos de uma mesma editora ou livros similares na sua abordagem/temática, para que, por vezes, possa num só post fazer mais do que uma review.



Hoje o post vai para a editora AdHouse Books com "The Aviary", de Jamie Tanner.
Tinha este livro comigo, como tantos outros, há uns anos e nunca lhe tinha pegado. Quem lê já passou por isto de certeza, compramos um livro porque queremos muito ler e depois fica esquecido anos a fio até que do nada, ele nos chama um dia da estante onde estava enterrado. Foi mais ou menos isto que me aconteceu com "The Aviary".




Para começar, o livro é bizarro! Não por ser a preto e branco, não por ser um livro desconhecido para muitos, mas pela trama em si. C.J. Organ e o seu Bird Man estão presentes em todos os capítulos do livro, são o fio condutor que, independentemente de espaço e tempo, faz com que esta estória tenha uma arquitectura muito própria, que no fim faz sentido (ou não). O traço de Tanner é muito próprio, tem aquele estilo pouco convencional, que tantas vezes caracteriza os livros independentes. Parece uma mistura de cartoon não assumido com um toque vintage e uma pitada de western aqui e ali.
Este romance gráfico está dividido em vários capítulos e isso acentua o toque bizarro de que falava. Às vezes parece que não há qualquer ligação entre capítulos, mas há sempre denominadores comuns que unem toda a trama, sejam eles detalhes, pedaços de papel ou anúncios, e claro, as personagens que por vezes parecem viver num espaço/tempo diferente.
É uma lufada de ar fresco, uma quebra com o tradicional modo de contar uma história mas que no seu todo resulta muito bem.







Só para terminar, caso tenham interesse em adquirir o livro, no site da editora esta novela gráfica está marcada como out of print, mas na amazon arranja-se (no book depository, nicles).
 
 

Boas leituras!

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